28
Jan

#Critica: Millennium – Os homens que não amavam as mulheres

Cinema

Millennium: A garota com a tatuagem de dragão

Como ainda não li os românces da saga Millenium de Stieg Larsson, não posso dizer como este filme é fiel ao material original e, por agora Hollywood estar obcecado com remakes confesso que minhas espectativas não eram as maiores por esse filme. E sim, estava absloutamente errada sobre isso… Hehehe

David Fincher, que também dirigiu filmes como: Clube da Luta, O Curioso Caso de Benjamin Button, e mais recentemente A Rede Social, tem um olho fantástico para o cinema e sempre impressiona com seus filmes. Misture-o com o escritor de: A Lista de Schindler e Gangues de Nova York, adicionar atores como Daniel Craig, Mara Rooney, Christopher Plummer e tantos outros, ao som da trilha de Trent Reznor&Atticus Ross (que também marcaram A Rede Social), e basei-o no livro best-seller de Stieg Larsson… O tornarão então não um remake, mas sim uma re-adaptação e resulta, na minha total e sincera opinião, no melhor filme do ano até agora.

Acho que sempre pode haver espaço para interpretações e visões diferentes, em uma nova abordagem e foi isso que a versão de Fincher se destaca, mesmo sendo mais detalhada, e curiosamente mais interessante e intensa. Criando então uma adaptação cinematográfica de Larssons enquanto best-seller e ao mesmo tempo, melhorando o material de origem sueca. Sejam quais forem as brechas ou lacunas que a adaptação anterior tinha, o filme de Fincher conseguiu preenche-la e explica-la de sua própria maneira.

Esse é um thriller soberbo e frio com a surpreendente atuação de Rooney Mara, o tornando claramente um filme sólido. O personagem exigiu uma atriz que podia interiorizar suas emoções mas, ao mesmo tempo conter uma vasta gama de sentimentos. Mara faz esta atuação tão perfeitamente, que cada olhar é carregado com profundo sentimento, como se você estivesse vendo diretamente sua alma. Capturando todo o mistério, a estranheza, a escuridão, a personalidade da mesma forma que a personagem tinha. Rooney foi tão absolutamente fantástica que a rendeu sua indicação e provável premiação ao Oscar, com seu corpo magro, penteado gótico, piercings e tatuagens excessivas e sua atitude mais agressiva, dão uma resposta mais complexa do que Lisbeth Salander retratada por Noomi Rapace. Mas é principalmente graças ao roteirista Steven Zaillian, que abrange as informações que a adaptação anterior seria simplesmente deixado passar ou então apenas falar sobre em vez de expô-la sim, assistimos a versão sueca para fazer as devidas comparações, hehehe. Fincher e Zaillian mostram seriamente o quão escura e tumultuada é a vida e as motivações de Lisbeth e por isso, para alguns esta abordagem pode ser demasiado brutal ou desnecessários. Mesmo não achando ser mais brutal do que os anteriores thrillers de Fincher, como Se7en. E este é então, a real essência do diretor, feita exclusivamente para fãs que estão confortáveis ​​com o estilo e deixando marca do uso da escuridão de um jeito fantástico.

Em The Girl With The Dragon Tattoo, tanto em seu cenário congelado e coberto de neve na Suécia quanto dentro dos maravilhosamente estranhos interiores, criam uma atmosfera inquietante que é implacável e tecnicamente perfeita. Sobre a natureza perturbadora de algumas cenas, Fincher foi sábio o suficiente para as mostrar, em todo seu horror.

As performances são ao longo de todo o filme perfeitas, graças a uma produção de elenco que fez um grande esforço para não pegar apenas grandes atores, mas sim aqueles que encarnam na própria essência de seus personagens. Os coadjuvantes são Yorick van Wageningen, que interpreta o sádico Bjurman, com credibilidade inquietante e Christopher Plummer, que é perfeito como o desesperado, Henrik Vanger. Como parte central, Daniel Craig faz seu melhor desempenho, normalmente escolhido como o herói durão Craig que nessa versão é mais moderado, mas com o mesmo charme de Mikael Blomkvist que mas também capta o aspecto fraco e submisso de seu caráter. Lisbeth Salander é uma personagem de ficção, totalmente diferente do que já se viu… Destroçada, vestida quase sempre de preto e couro, com cabelos pretos e curto, com um corpo tão leve que dá a impressão de que até o vento pode quebrá-lo, vítima de terriveis barbaridades, mas que se recusa a ser considerar como tal. Para resumir, ela é uma das personagens mais interessantes e difíceis de se reproduzir. Mas, como já me referi acima, foi brilhantemente desevolvida Rooney Mara, chegando ela a ter a própria essência da Lisbeth.

Um ponto que muitos têm comentado sobre com este filme como no livro e na versão sueca, foram dos momentos em que a violência sexual aparece na tela. Embora existam alguns momentos realmente desconfortántes, essa é a razão pela qual foram cenas sucesso. Eles realmente chocam e fazem querer desviar o olhar. E mais do que qualquer coisa, o que chega a impressionar é o humor que é adicionado… Este filme vai fazer você rir, vai quebrar seu coração e ainda te fazer querer tomar um banho, hehehe

Felizmente, a versão em inglês é cheia de cenas que eram ou desmenbrada ou completamente deixada de fora da versão sueca. No entanto, apesar de ser mais robusto, Dragon Tattoo americano é extremamente acelerado, e mesmo apressado consegue mostrar todos os pontos importantes da trama. Os personagens têm tempo para se desenvolver e crescer, a pista de averiguação faz mais sentido, e que o assassino é mais horripilante. O roteirista Zaillian soube exatamente o que deixar de fora e o que mudar. Existem pedaços mostrados no clímax do filmes,  que Lisbeth no fundo tem um alma. Assim, o filme consegue superar esse obstáculo…

No geral, The Girl With The Dragon Tattoo é um filme magistral, daquele que você deve definitivamente ver em breve. É muito bem dirigido, escrito e atuado, e consegue tudo o que se propõe a fazer. Você sente a emoção e as trevas do filme, Rooney Mara irá te surpreender com seu desempenho!

 

Então para resumir: The Girl With The Dragon Tattoo não é definitivamente um filme para quem tem coração fraco! É um filme que abalaria sua “gaiola de conforto”, e acho que o público será dividido: ou você irá realmente amá-lo, ou verdadeiramente detestá-lo, mas dificilmente haverá um meio termo. Com uma história excelente, tem uma importante missão de sensibilizar sobre violência contra as mulheres. Mara, em particular, habita Lisbeth Larsson, de um modo que Rapace não foi capaz… Ela capta silêncio Lisbeth, a natureza e alguns transtornos de personalidade, perfeitamente. Seu corpo frágil e aparência estranha corresponde à descrição do livro, se permindo ser vulnerável mas forte ao mesmo tempo. É uma performance cativante. Se alguém me perguntasse, pessoalmente, qual a versão para ver, eu teria que dizer sem hesitação que esta é a rara ocasião em que a adaptação norte-americana é superior. Sinceramente, não achava que era possível ficar tão verdadeiro para a história com menos de três horas. Tendo a edição, a direção, os tiros, tudo sobre este filme tiver sucesso, tornando-o um filme quase perfeito!

Sua estréia aqui em Portugal foi no dia 19 de outubro, e no Brasil em 27 de janeiro

Beijos.

11 Comentários

 

11 respostas a “#Critica: Millennium – Os homens que não amavam as mulheres”

  1. Um ótimo Post,um belo filme…resumindo:
    Um magnifico Blog!
    Você esta de Parabéns!

  2. Estou muito curioso para ver esse filme por causa da Rooney Mara. Só dá ela nas capas das revistas de moda atualmente!

    Estou seguindo o seu blog e espero a sua visita.

    Bjão!

  3. Angelica diz:

    To louca para ver esse filme, serio mesmo não terminei de ler o livro ainda

  4. Mia diz:

    Eu fiquei com muita vontade de assistir a esse filme. Adoro filmes polêmicos, daqueles em que não há muitos meio-termos: ou se ama, ou se odeia. Realmente, assistirei a esse filme.
    Bjo.
    http://miasodre.blogspot.com/

  5. Fernanda diz:

    Olha, Jeh, eu já estava salivando para assistir ao filme; depois de sua resenha, estou babandíssimo. :-) Beijos e sucesso!

  6. Fernanda diz:

    Olha, Jeh, eu já estava salivando para ver o filme; depois de sua resenha, estou babandíssimo. :-) Beijos e sucesso!

  7. Eu to muito afim de ver esse filme, mas eu queria ler o livro antes então acho que vou demorar um pouco a ver kk

    http://thebookofmydreams.blogspot.com/

  8. Ravi Barros diz:

    Ainda não tinha lido nada a respeito, mas pelo que você postou parece ter uma história bastante diferente e interessante ;D

  9. Um dos filmes que eu mais anseio em ver.

  10. FATIMA PAGLIAI diz:

    Perfeito Jeh, anotada sua recomendação e já está na minha lista para assistir!!! Seu blog está bombando… continue assim!!!

    Beijos…

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